segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NOVA MODALIDADE DE VISTO PARA BRASILEIROS– PARTE 2

Nesta postagem eu expressei meu ceticismo com relação a essas “novas facilidades” para a entrada de estrangeiros que o Japão às vezes inventa sem trabalhar também nos japoneses o acolhimento e uma maior vontade deles de integrar estrangeiros à sociedade japonesa. Como eu disse, toda relação humana adulta, saudável e madura EXIGE esforços de TODAS as partes envolvidas, senão se torna uma relação questionável e até algo a se evitar.

Eu gosto de debates, do contraditório, porque isso me ajuda a reforçar as minhas opiniões ou mesmo a refletir com mais cuidado sobre elas. Eu costumo usar esse argumento ao cobrar mais esforços por parte dos japoneses e certa vez um comentador disse que eu não deveria criticar os japoneses, pois, por exemplo, se alguém quer entrar para um grupo religioso é a PESSOA QUE QUER ENTRAR que tem que se adaptar ao grupo religioso e não o grupo religioso que tem que se adaptar aos “de fora”.

Em um primeiro momento esse argumento parece correto, mas ele É FALSO, por dois motivos, que apontarei e depois desenvolverei mais:

(1) De fato, quem deseja entrar para um grupo religioso é quem tem que se adaptar a ele. CONTUDO, uma vez que a pessoa se adapte ao grupo religioso, ELE SERÁ TRATADO INTEGRALMENTE COMO PARTE DO GRUPO;

(2) Grupos religiosos podem até não se adaptar a doutrina aos que estão fora. Contudo, tendem a se adaptar na questão da FORMA para tentar captar novos seguidores.

O ponto (1) é o que, a meu ver, mais derrete o argumento do comentador, pois não é difícil encontrar relatos pessoais, reportagens, estatísticas e estudos acadêmicos que apontam que, mesmo que estrangeiros aprendam a cultura e língua japonesa, eles continuam sendo vistos como alguém de fora, não tendo as mesmas oportunidades e mesmo tratamento que os japonês dão a seus pares. Lembro-me de ouvir um psicólogo explicar por que a religião se torna para muitos algo tão forte e importante: justamente por que  grupos religiosos tendem a oferecer acolhimento incondicional (completo) aos que se estão dispostos a aceitar o sistema de crenças. Com isso, a pessoa se sente PRESTIGIADA e, consequentemente, encara isso como um FACILITADOR para melhorias para outras áreas de sua vida, como mais ofertas de emprego, de carreira ou mesmo mais facilidade para encontrar amigos e um relacionamento afetivo.

Isso é óbvio, não é? Como sempre digo, quanto mais prestígio social, mais oportunidades. E nisso, infelizmente, o Japão e os japoneses erram muito de maneira geral. Usando a linguagem religiosa, é como se quisessem seguidores de sua língua e cultura, mas não estivessem dispostos de fato a oferecer o mesmo acolhimento incondicional (completo) aos estrangeiros que desejam “aceitar” o “sistema de crenças japonês”.

O ponto (2) ajuda a derreter ainda mais o tipo de argumento do comentador, pois religiões tendem a não mudar a doutrina, mas atualizam constantemente a FORMA DE EXPRESSÁ-LA para conseguir novos seguidores. Até por que em religião também existe concorrência e não raramente nos deparamos constantemente com pessoas que vivem mudando de religião. Ora, existe também concorrência entre países por mão de obra estrangeira, então, o Japão precisa também atualizar as formas usadas para tentar atrair estrangeiros.

Em outras palavras, vejo o Japão falhar nesses dois pontos: tanto pela falta de esforços por parte do Japão no acolhimento e integração dos estrangeiros, quanto pela FORMA que muitos criadores de conteúdo e políticos japoneses têm usado, criticando os estrangeiros constantemente.

Como a analogia é com religião, quem gostaria de entrar para um grupo religioso que só sabe apontar o dedo e nunca oferece de fato acolhimento incondicional (completo) mesmo aos que desejam “aceitar” o  seu sistema de crenças se existem muitos outros grupos religiosos para a pessoa escolher? Assim como existem muitos outros países para uma pessoa imigrar…

O problema dos fanáticos pelo Japão é que eles não gostam de fato do Japão. Provavelmente diriam que estrangeiros não vão mudar o Japão ao criticá-lo. Contudo, como tal postura tende a prejudicar a imagem do Japão, estrangeiros podem (começar a) deixar o Japão para trás na sua lista de opções. E a pergunta que fica é: se o Japão for deixado massivamente para trás, japoneses e estrangeiros fanáticos pelo Japão darão conta do recado?

Acho que nem o governo japonês acredita nisso…

Deixe-me contar uma coisa sobre mim: Eu sou católico e certa vez ouvi de um padre a seguinte reflexão: o mundo tem cerca de 8 bilhões de habitantes e cerca de 1,5 bilhão de católicos no mundo. Ou seja, existem mais pessoas não católicas e/ou indiferentes ao catolicismo no mundo do que pessoas católicas. Se queremos que essa grande maioria de pessoas se tornem católicas, é apontando o dedo que elas virão até nós?

NÃO! Isso só gera mais aversão e indiferença aos católicos!

Essas pessoas só virão até nós se OS PRÓPRIOS CATÓLICOS (e somente os CATÓLICOS) se esforçarem para serem imagem de Cristo para eles, tanto no exemplo de vida quanto no acolhimento das pessoas. Além disso, são os CATÓLICOS que precisam ter mais filhos.

Óbvio, não?

Agora troquemos catolicismo e católicos por Japão e japoneses:  o mundo tem cerca de 8 bilhões de habitantes e cerca de 120 milhões de japoneses no mundo. Ou seja, existem mais pessoas não japonesas e/ou indiferentes ao Japão e a sua cultura e língua no mundo do que pessoas japonesas e fãs do Japão. Se queremos que essa grande maioria de pessoas comecem a apreciar o Japão, sua cultura e língua, é apontando o dedo que elas virão até nós?

NÃO! Isso só gera mais aversão e indiferença ao Japão!

São os fãs do Japão  os japoneses que precisam ser exemplo de conduta com relação às regras sociais japonesas e acolhedores. Além disso, se a identidade étnico-cultural é REALMENTE tão importante para os japoneses, cabe aos japoneses (e somente a eles) terem MAIS FILHOS.

domingo, 23 de agosto de 2026

NOVA MODALIDADE DE VISTO PARA BRASILEIROS

Recentemente foi noticiado que a partir de dezembro de 2026 brasileiros entre 18 e 30 anos terão a nova possibilidade de permanecer por até 1 ano no Japão viajando e, para ajudar no custeio da viagem, também trabalhar (atividade acessória à viagem). O período não poderá ser prorrogado e o participante não poderá alterar o status migratório durante a estadia.

Muitos fãs do Japão devem ter comemorado a notícia, mas deixe-me fazer uma análise mais profunda disso, pois comparo esse tipo de iniciativa à política de cotas que temos no Brasil.

Como assim?

Como sou uma pessoa com deficiência física, muitos devem pensar que sou a favor das cotas para deficientes nas empresas. Mas vou surpreender a muitos: sou mais contra do que a favor. Ou melhor, CÉTICO.

E se você leu com atenção o “Como Aprender?”, captou o núcleo das minhas críticas ao Japão: a falta de integração social, de aceitação DE FATO dos japoneses com relação a estrangeiros. Ou seja, mais importante até do que facilitar a entrada, é trabalhar em quem recepciona as pessoas a aceitação, o acolhimento, o desejo de integrar!

Se não houver a espontânea aceitação, o espontâneo acolhimento, o espontâneo desejo de integrar quem chega, a entrada por si só se torna ineficaz, uma mera formalidade, uma mera cortina de fumaça para a verdadeira causa do problema. Como relatei no “Como Aprender?”, eu acredito que não consegui construir uma carreira, pois para a empresa, ela estava apenas cumprindo uma obrigação legal. Não estava preocupada (e legalmente nem precisava se preocupar) com a integração, com o acolhimento, com os desejos e anseios das pessoas com deficiência.

Tanto é que atualmente, até onde eu sei, a lei de cotas para pessoas com deficiência em empresas praticamente perdeu sua natureza. Foram tantos recursos de empresas que criou-se uma jurisprudência que diz, na prática, que empresas já não precisam contratar de fato, desde que estejam querendo cumprir a cota (mas não conseguem por fatores diversos). Talvez por isso eu receba muitas ofertas de emprego, mas nunca sou chamado. Talvez por isso, eu já cheguei em entrevistas em que o entrevistador só perguntou meu nome e disse para aguardar contato. Afinal, basta que as empresas se esforcem para cumprir a lei das cotas, né…

O ser humano não se move por decreto e enquanto o Japão e os japoneses não trabalharem em si a aceitação espontânea com relação a estrangeiros, serei cético, assim como sou cético com relação a lei das cotas. Em outras palavras, facilitar a entrada NÃO é sinônimo de facilitar a aceitação de quem recepciona. Muito pelo contrário: só tende a aumentar a discriminação, aversão e preconceitos, assim como eu sofria preconceito velado e explicito de algumas pessoas na empresa…

A lei da vida adulta é a RECIPROCIDADE. Todo tipo de relacionamento humano saudável e maduro exige esforços de ambos os lados, isto é, não basta o Japão e os japoneses dizerem que os estrangeiros devem aprender sua língua e cultura se o Japão e os japoneses também não se esforçarem para aceitar e integrar DE FATO os estrangeiros. QUALQUER relação humana em que apenas um lado precisa se esforçar já deve ser considerada, por si só, QUESTIONÁVEL e algo a se EVITAR.

domingo, 16 de agosto de 2026

QUARTETO FANTÁSTICO COMPLETO

Hoje inovei mais uma vez acrescentando mais um dicionário morfológico ao FuriGanbarou!: o JumanDIC! Agora, posso dizer que o quarteto fantástico dos dicionários morfológicos está COMPLETO!

E as cores da bandeira do Brasil estão todas presentes, com contrastes que lembram o nosso clima tropical.

Com a atualização de hoje o FuriGanbarou! se torna o ÚNICO segmentador no MUNDO  com quatro dicionários morfológicos e com versões atualizadas e exclusivas do Ipadic, Naist-JDic, JumanDIC e até mesmo do UniDIC (por ser realmente cumulativa)! Além disso, é GRATUITO!

domingo, 9 de agosto de 2026

FURIGANBAROU! E TRÊS DICIONÁRIOS!!

Nesta última semana, acordei com mais uma daquelas minhas ideias malucas e como é de praxe já fui conversar com meus “programadores virtuais”. E acabei de atualizar o FuriGanbarou! com a possibilidade de o usuário escolher o dicionário morfológico: Ipadic, NAIST-Jdic ou UniDic.

Isso já seria outra coisa inédita no Brasil. Mas como não consigo deixar de me desafiar, além disso, ATUALIZEI as bases do Ipadic e do NAIST-Jdic. Poderia dizer que isso é algo inédito NO MUNDO, pois o Ipadic não é atualizado oficialmente desde 2007, e o NAIST-Jdic, que foi pensado para ser o “sucessor” do Ipadic, desde 2013. Sim, existe o projeto NEologd, mas o vejo mais como acréscimo de versões muito coloquiais de palavras do que de palavras utilizáveis e relevantes propriamente ditas.  Ou seja, salvo algumas exceções, o NEologd acaba sendo mais uma “encheção de linguiça” do que uma atualização ou acréscimo realmente relevante para a vida prática.

Eu, pelo contrário, usei as bases do UniDic e as converti para os padrões do Ipadic e Naist-Jidic. Com isso, você perceberá que os três dicionários têm mais de 1 milhão de entradas cada um. Só para você ter uma ideia, a última versão oficial do Ipadic conta com cerca de 390 mil palavras e a do NAIST-Jdic, 480 mil palavras.

O mais interessante é que pelos meus testes, depois desses acréscimos no Ipadic, a segmentação dele melhorou muito, o que me leva a crer que a dita imprecisão do Ipadic se deve mais pela base pequena de palavras para um dicionário morfológico do que pelas escolhas de sua matriz de custo. Some-se aí o robusto sistema de revisão que tive que criar justamente por causa dessa imprecisão, visto que comecei o projeto FuriGanbarou! usando o Ipadic. Por sua vez, o NAIST-Jdic tem uma matriz um pouco maior do que a do Ipadic, reconhecendo mais combinações.

Obviamente, é preciso levar em conta que as escolhas de um dicionário morfológico dependem também da base de sentenças sobre o qual ele foi treinado. Um dicionário fornecer para uma palavra a leitura X e o outro a leitura Y NÃO significa erro desde que as duas leituras realmente existam.

A vantagem do Ipadic e do NAIST-Jdic sobre o UniDic é que, como possuem uma matriz de custo menor (menos conexões conhecidas entre palavras), pude acrescentar mais palavras a eles. Logo, teoricamente o UniDic é mais preciso, mas o Ipadic e do NAIST-Jdic têm mais palavras, o que na prática pode acabar quase igualando o resultado final. Em outras palavras, por exemplo, como a última versão do Ipadic não tinha muitas palavras, frequentemente ele quebrava palavras para tentar encontrar a combinação correta. É justamente aqui que eu me deparava com muitos bugs, isto é, isolamento indevido de Kanjis por não conhecer a palavra inteira.

Quer um exemplo, mas com o UniDic?

Você reparou que ontem adicionei cerca de 4.000 palavras ao UniDic? Uma dessas palavras é “中野原”, da base do  NEologd e que eu já tinha acrescentado ao Ipadic e Naist-Jdic. Vamos comparar o Ipadic atualizado com a versão do UniDic que o FuriGanbarou! usava até ontem:

=== TEXTO ANALISADO ===
中野原

=== ipadic_2026 (1 tokens) ===

1    中野原    ナカノハラ    *    名詞    固有名詞    地域    一般    *    *    中野原    2078600    KNOWN

=== unidic_2512 (2 tokens) ===

1    中野    ナカノ    *    名詞    固有名詞    人名    姓    *    *    ナカノ    4800240    KNOWN
2    原    ゲン    *    名詞    固有名詞    人名    名    *    *    ゲン    2431200    KNOWN

Percebe? O dito impreciso Ipadic está certo e o dito preciso UniDic teve que fatiar a palavra por não conhecê-la. Mas agora o UniDic a conhece:

=== TEXTO ANALISADO ===
中野原

=== ipadic_2026 (1 tokens) ===

1    中野原    ナカノハラ    *    名詞    固有名詞    地域    一般    *    *    中野原    2078600    KNOWN

=== unidic - versão 08.08.2026 (1 tokens) ===

1    中野原    ナカノハラ    *    名詞    固有名詞    地名    一般    *    *    ナカノハラ    11896200    KNOWN

Agora o Projeto Ganbarou Ze! pode dizer que TALVEZ seja o ÚNICO lugar da internet que tem um segmentador próprio com versões atualizadas do Ipadic, do NAIST-Jdic e do próprio UniDic. E se você é um bom observador, deve ter reparado que os dicionários têm as cores da bandeira do Brasil! Afinal, o Projeto Ganbarou Ze! é brasileiro!

sábado, 25 de julho de 2026

UNIDIC ATUALIZADO… POR MIM!–PARTE 2

Nesta postagem eu disse que atualmente, a minha “versão personalizada” do UniDic conta(va) com 1.044.080 de entradas. Isso se deve ao fato de que eu aprendi a compilar o UniDic para o formato suportado pelo FuriGanbarou! e a adicionar novas palavras ao UniDic. Hoje, se você acessar o FuriGanbarou!, verá que a minha  “versão personalizada” do UniDic agora possui 1.052.240 de entradas!

Contudo, como isso é possível se eu havia dito que a versão do UniDic usada é a mais recente, que data de dezembro de 2025?

A questão aqui é que eu imaginava que as versões do UniDic fossem cumulativas, isto é, imaginei que a versão recente se tratasse de um acréscimo à versão anterior e assim sucessivamente. Entretanto, pelas minhas análises, parece que não é bem assim. Em outras palavras, as atualizações são cumulativas até certo ponto. Pode haver acréscimos, mas pode haver remoções também. Percebendo isso, eu fiz um ajuste pegando todas as bases oficiais já lançadas do UniDic e montando uma base realmente cumulativa, sem remoções.

Você pode pensar que os desenvolvedores do UniDic só removeriam palavras raras, mas não é o caso. Um exemplo é o termo “FIFA”, que não existe na versão de dezembro de 2025. A minha versão personalizada, porém:

FIFA    フィファ    *    名詞    固有名詞    一般    *    *    *    FIFA    8647660    KNOWN

Considerando que o futebol japonês tem evoluído muito nas últimas décadas, acredito que ninguém duvida que o termo “FIFA” NÃO é um termo raro. Ele existe no ENAMDICT, então, a segmentação seria revisada, mas julgo um erro dos desenvolvedores exclui-lo das versões mais recentes.

Foram por volta de 8.000 palavras adicionadas, o que torna a minha versão personalizada do UniDic realmente cumulativa e realmente a mais atualizada. Poderia até dizer que a minha versão personalizada está mais atualizada do que a própria versão oficial mais atualizada (risos!).

quarta-feira, 22 de julho de 2026

UNIDIC ATUALIZADO… POR MIM!

Nesta postagem, eu citei um caso de erro do UniDic, que segmenta 金曜日ごろに como 金曜  + 日ごろ (geralmente) e não como 金曜日 + ごろ. Bem, a partir de hoje esse erro não acontecerá mais, haja vista que atualizei o UniDic.

É por isso que eu gosto de ter controle sobre a arquitetura das coisas. Seria muito mais cômodo usar o Kuromoji + Ipadic, mas, como eu disse, são projetos que oficialmente não são atualizados há muito tempo, fato que me incomoda muito. 

Criando o FuriGanbarou! e aprendendo como dicionários morfológicos funcionam, posso melhorar toda a arquitetura a hora que eu quiser e como eu quiser. E dessa vez eu quis aumentar o número de entradas do UniDic. Atualmente, a minha “versão personalizada” do UniDic conta com 1.044.080 de entradas! Considerando que a segmentação é revisada pelo EDICT/ENAMDICT que são atualizados diariamente, diria que o FuriGanbarou! é o ÚNICO segmentador que existe que é “autossustentável”, haja vista que a segmentação tende a mudar para melhor a cada dia por causa de seu sistema de revisão/correção pioneiro atrelado às atualizações diárias do EDICT/ENAMDICT.

Eu achava que o jogo Super Ganbaroujin! fosse o projeto mais ambicioso do Ganbarou Ze! até então, mas eu estava enganado! O FuriGanbarou! tem sido o maior desafio. Porém, ao mesmo tempo, estou me divertindo bastante nessa jornada. Aliás, eu nunca imaginei que iria conseguir finalmente colocar todas as minhas ideias em prática depois de mais de 10 anos de projeto graças ao advento das IAs.

Se há gente que pensa que eu iria me entregar por causa da falta de colaboração do nicho, estão totalmente enganados. Pode até ser que eu não consiga alcançar meu objetivo principal, mas a hora que outro nicho resolver “adotar” esse projeto, ele vai decolar, pois o Projeto Ganbarou Ze! já está anos luz à frente de muita coisa por aí em questão de frutos. Eu não preciso ficar vendendo pão e circo e/ou cursos milagreiros. Aliás, se é somente a pão e circo e/ou cursos milagreiros que este nicho sabe dar moral, então, este nicho definitivamente não é indicado para pessoas que realmente querem crescer. O Japão acaba virando apenas instrumento para tentarem curar suas mazelas emocionais, assim como muitos instrumentalizam a política, a religião, etc. para o mesmo objetivo. Não é à toa que neste meio nos deparamos com muito fanatismo

terça-feira, 14 de julho de 2026

MAIS UMA EVOLUÇÃO DO FURIGANBAROU!–PARTE 2

Nesta postagem de ontem, eu disse que consegui adicionar as novas palavras da versão mais recente do UniDic, que data de dezembro de 2025. Um exemplo que eu usei foi da palavra 西甌 que, por ser uma nova adição da nova versão, acredito que todos os outros segmentadores falham.

Ontem eu sugeri a adição de 西甌 ao projeto EDICT, que foi aprovada ontem mesmo. Sendo assim, já consta na base de dados. Veja a mágica do FuriGanbarou!:

Como era uma palavra exclusiva da nova versão do UniDic, 西甌 aparecia no grupo “SEGMENTADOR”, que criei para cobrir esses casos específicos. Contudo, como 西甌 foi adicionada à base do EDICT, agora aparece no grupo “EDICT”.

Este é o diferencial do FuriGanbarou!: além de ser interativo, a segmentação estará sempre atualizada, visto que o FuriGanbarou! talvez seja o ÚNICO segmentador no mundo que tem suas bases atualizadas diariamente e segmenta com base na versão mais atual do UniDic, o dicionário morfológico considerado mais preciso atualmente. Nisto sem sombra de dúvidas o projeto Ganbarou Ze! é PIONEIRO.

Ah, e 西甌 significa “Xi Ou” (um grupo do povo Baiyue que habitava a região que hoje é Guangxi, região autônoma Zhuang da República Popular da China).

E sempre paira na minha cabeça o “E SE?”: E SE eu tivesse conseguido construir uma equipe/comunidade de pessoas VERDADEIRAMENTE comprometidas com a língua japonesa?

Certamente, faríamos do Brasil uma referência e exportador de talentos para o Japão…

Mas isso infelizmente é utópico. Salvo algumas exceções, este nicho é composto por parasitas e gente imatura que apenas USAM o Japão para venderem uma fachada de “pessoas do bem e superiores” e que só dão moral a quem valida justamente seus fetiches, imaturidades e fachada com abordagens e opiniões quase sempre retiradas do c…

E nesses mais de 12 anos de projeto, pude perceber como essas autoproclamadas “pessoas do bem e superiores” são VERDADEIRAMENTE.