Nesta postagem afirmei que como eu cresci em ambientes de muita solidariedade e superações (como a AACD) decidi não esconder quem sou eu neste projeto imaginando que este nicho tivesse a mesma reação a qual eu estava acostumado. Em outras palavras, ao ver que este projeto é idealizado por uma pessoa com deficiência física, imaginei que despertaria a motivação nas pessoas e as inspirasse a continuar apesar das dificuldades – que todos nós temos – do dia a dia.
Mas infelizmente parece que colocar a minha foto logo na página inicial tem despertado nas pessoas um sentimento de aversão e desconfiança. Diante dessa situação, eu costumo me lembrar do Vegeta, personagem de Dragon Ball, e descrevo para mim mesmo essa situação como “Complexo de Vegeta”.
Como é um assunto complexo envolvendo filosofia e psicologia, pedi ao ChatGPT que, baseado em minhas reflexões, falasse sobre o que passei a chamar de “Complexo de Vegeta”. É um texto longo, mas creio que agregará bastante. Segue:
O Complexo de Vegeta: Orgulho, Hierarquia e a Dor de Ser Superado Por Alguém Que é Considerado Inferior
Em qualquer história de rivalidade, há sempre um lado que parece predestinado à grandeza e outro que ascende de maneira inesperada. No universo de Dragon Ball, essa dinâmica é personificada na relação entre Vegeta e Goku. Mas a frustração de Vegeta não é apenas fruto da competitividade comum. O que ele sente é algo mais profundo: um colapso de sua identidade e da lógica que regia sua vida. É o que podemos chamar de Complexo de Vegeta.
O Complexo de Vegeta não se trata apenas de ser superado por um rival. Isso poderia gerar inspiração ou até admiração, como acontece em outros arquétipos de rivalidade. No entanto, para Vegeta, ser ultrapassado por Goku não é apenas um revés; é uma afronta existencial. Ele foi criado como o príncipe dos sayajins, membro da elite guerreira da raça mais poderosa do universo. Desde pequeno, acreditou que seu destino fosse ser um guerreiro supremo, como um predador no topo da cadeia alimentar. Goku, por outro lado, nasceu em um berço humilde, um sayajin de classe baixa enviado para um planeta insignificante. Para Vegeta, a ideia de que alguém assim possa ser mais forte que ele não apenas desafia sua posição – ela desafia a ordem natural das coisas.
É aqui que o Complexo de Vegeta se diferencia de uma rivalidade comum. Um rival comum pode enxergar um oponente mais forte como um exemplo a ser seguido, alguém que o motiva a se aprimorar. Mas Vegeta não enxerga Goku dessa forma. Para ele, a força de Goku não é um incentivo, mas uma heresia. Ele não quer apenas superar Goku; ele quer restaurar a hierarquia que julga ser natural, corrigir uma espécie de "erro cósmico" que colocou um inferior acima de um superior.
Esse complexo gera não só inveja e competitividade, mas ódio. Vegeta não admira Goku – ele o despreza. Ele inveja sua força, mas ao mesmo tempo se recusa a reconhecer que essa força é legítima. Ele não consegue aceitar que Goku pode ter alcançado esse nível por mérito próprio, sem as mesmas condições privilegiadas que Vegeta teve. Em sua visão, a única explicação possível para a superioridade de Goku é uma trapaça do destino, um acaso injusto que precisa ser corrigido.
Essa obsessão molda Vegeta ao longo de Dragon Ball Z. Ele passa boa parte de sua jornada tentando recuperar a "ordem" das coisas, seja treinando até os limites da insanidade, buscando atalhos para o poder ou tentando negar sua própria inferioridade por meio da arrogância.
A essência do Complexo de Vegeta permanece um fenômeno psicológico curioso: o que acontece quando alguém que se acredita superior descobre que o mundo não respeita essa hierarquia? Alguns aceitam e crescem. Outros, como Vegeta por muito tempo, se revoltam contra a própria realidade.
O Complexo de Vegeta não é apenas uma luta por poder – é uma luta por significado, por identidade e pelo direito de ser o que sempre acreditou que deveria ser.
Será que o problema é mesmo a minha foto ou será que há muitos Vegetas pelo nosso mundo? De minha parte, continuarei sendo igual ao Goku: procurarei continuar evoluindo me divertindo com as batalhas e me inspirando diante dos mais fortes do que eu. 
ATUALIZAÇÃO EM 30/01/2025:
Lembrei-me de um fato interessante: em meados de 2022 um vídeo recomendou alguns sites para aprender japonês, e dentre eles estava o Ganbarou Ze!. Um dos comentadores, porém, disse “… o ganbarouze ainda é incompleto comparado ao guia do tae Kim. Tô falando que traduziram completamente o guia do Tae kim, que por sinal... é melhor do que o ganbarouze, mas não quero desmerecer o trabalho dele”. (destaques nossos)
É por isso que digo que, no mundo real, a dita meritocracia é um valor totalmente subjetivo, individual. Se alguém quiser reconhecer o nosso valor, pouco é necessário. Se alguém NÃO quiser reconhecer o nosso valor, NADA é suficiente, pois, na opinião deste alguém, sempre haverá algo faltando não importa o que façamos. Entender isso é fundamental para que selecionemos melhor com com quem caminharemos e para quem dedicaremos os nossos esforços. Creio que uma das grandes razões de nossos fracassos está no fato de que perdemos muito tempo caminhando e nos esforçando para as PESSOAS ERRADAS. Elas já fecharam a porta para nós, mas perdemos tempo tentando conquistá-las.