sábado, 29 de março de 2025

MAIS DE 7.000 EM FEVEREIRO!

Sim, estamos no final de março, e eu estou me referindo a um fato do mês passado!

No mês de março, o blog Ganbarou Ze! superou a média mensal de visitas, alcançando mais de 7.000!

É um número interessante, pois não fiz nada de diferente do que tenho feito nesses últimos meses, no sentido de tentar obter mais engajamento.

A internet e seus mistérios…

A única coisa que não é mistério (e eu já me conformei com isto) é que não há engajamento das pessoas que visitam o blog Ganbarou Ze! Open-mouthed smile

domingo, 2 de março de 2025

NAIS UMA SUGESTÃO NOSSA NO PROJETO EDICT

Tivemos mais uma sugestão acatada pelo projeto Edict. As últimas notícias sobre a saúde do Papa Francisco relataram que ele teve um “broncoespasmo”. Não havia essa palavra ainda na base de dados do projeto Edict, que é “気管支痙攣” (きかんしけいれん). Esta palavra foi incluída hoje no Dicionário Ganbarou Ze!.

Como curiosidade, se a decompormos teremos:

(1) 気管支, きかんし, tubo bronquial;

(2) 痙攣, けいれん, convulsão; cãibra; espasmo; tique; contração muscular.

Lembrando que uma vez por semana estou acrescentando as novas palavras da referida semana do projeto Edict. Também, faltam cerca de 140.000 palavras (de mais de 300.000!) a serem revisadas e incluídas. Farei isso aos poucos e ESPERO que até o fim desse ano eu tenha conseguido terminar este trabalho.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

MOTIVAÇÃO: MINHAS QUATRO RAZÕES PARA CONTINUAR…

Que este projeto pode ser visto como algo que não deu certo em termos de engajamento, ninguém duvida.

E por que continuo com este projeto mesmo após 10 anos se, como eu mesmo recomendo constantemente na seção “Como Aprender?”, já deveria ter trocado de ambiente, pois de fato estou me esforçando para pessoas (nicho) erradas?

A primeira razão é que eu gosto da língua japonesa. A segunda razão é que eu gosto da língua inglesa. Como a grande maioria dos materiais disponíveis sobre japonês está em inglês, eu acabo podendo ter contato e praticar constantemente as duas línguas (lendo, assistindo, ouvindo diversos materiais e tendo contato com diferentes pessoas).

A terceira razão é que montar um blog não deixa de ser uma forma de organizar e “eternizar” (um “grande backup” de) os meus materiais de estudos para mim mesmo. Com isso também acabo preenchendo a grande lacuna dos materiais didáticos sobre língua japonesa no Brasil, bem como auxiliando outros estudantes de língua japonesa. Com os estudantes sérios, aprendo muitas coisas boas; com os malandros e aventureiros também, mas mais sobre comportamento humano. Tudo isso me inspirou e continua inspirando com relação à Seção “Como Aprender?”.

Por fim, a quarta razão é que montar um blog não deixa de ser uma maneira de documentar a minha capacidade e o meu progresso. Se algum dia alguém relevante neste ou em qualquer outro nicho descobrir o meu trabalho e/ou quiser acreditar e dar oportunidade para mim, eu só precisarei pegar a prancha e surfar, pois “já estou preparado para as ondas”.

Se olharmos para este projeto apenas considerando o aspecto do engajamento do público, realmente ele é um TOTAL fracasso. Contudo, se eu mesmo olhar para a questão de desenvolvimento pessoal e contribuição para a sociedade, posso dizer que sou muito bem sucedido.

E aqui vem uma coisa que eu particularmente acho o PIOR ponto negativo deste nicho. Não é nem a maior tendência de preconceito contra pessoas como eu, mas sim o complexo de vira-lata. Brasileiros são preconceituosos com brasileiros, mas quando aparece algo bom feito por BRASILEIROS, quase ninguém apoia, pois parece que PRECISAMOS acreditar que todo brasileiro é um lixo e que o Japão é a terra dos deuses que possui a solução para todos os nossos problemas. Na visão destes que sofrem de complexo de vira-lata, nenhum brasileiro presta, mas ao mesmo tempo todo mundo que diz isso se coloca como a única exceção a esta regra.

Agora pergunto: se você, sendo brasileiro, diz que nenhum brasileiro presta, como espera que as outras pessoas – brasileiras ou estrangeiras – acreditem que você seja a única exceção a esta regra? Quanto mais nos colocamos como supostos detentores exclusivos das mais altas virtudes, maior será a cobrança e maior também será a nossa queda por menor que seja o nosso erro. Não vale a pena. Melhor nos colocarmos sempre como eternos aprendizes.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

MOTIVAÇÃO E “DEFICIÊNCIA EMOCIONAL”

Como todos que acompanham este projeto devem saber, sou portador de paralisia cerebral. A primeira coisa que talvez venha à mente de muitos é que a deficiência física me limita, impossibilitando-me de fazer algumas coisas.

Sim, é verdade. Eu não posso, por exemplo, ter o objetivo de me tornar um jogador de futebol, pois fisicamente, tenho limitações. Digamos, então, que uma deficiência física, impõe obviamente uma barreira física a nós.

Agora, imagine uma pessoa sem deficiência física que não se torna um jogador de futebol, pois ela mesma NÃO acredita ser capaz de fazer isso...

Você concorda que em termos práticos e objetivos, essa pessoa acaba se igualando a um deficiente físico? Um não se torna jogador por possuir uma barreira física, uma deficiência física; o outro também não se torna jogador de futebol por ter uma barreira emocional, digamos... uma deficiência emocional (obviamente aqui não estou me referindo a transtornos e/ou condições básicas para ter uma vida digna).

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Certa vez, ouvi de um psicólogo que tudo no fundo é questão de como interpretamos as coisas. Embora ter uma limitação física seja objetivamente algo indesejado, subjetivamente falando, ela pode ser interpretada, por exemplo, como ter um desafio um pouco maior que nos motiva a crescer. Por outro lado, uma pessoa sem deficiência física pode ter objetivamente todas as condições para alcançar a sua meta, entretanto, se interpreta o mundo de uma forma distorcida e/ou negativa, pode acabar não aproveitando todos os recursos que tem nas mãos. Por causa de barreiras autoimpostas.

No fim das contas, quem tem chances de alcançar seus objetivos: um deficiente físico muito motivado apesar de suas barreiras físicas ou uma pessoa sem deficiência física, mas com uma deficiência emocional (barreiras autoimpostas)?

Talvez todos nós somos deficientes de algum modo: uns possuem deficiência física, outros, deficiência emocional (barreiras autoimpostas). E algumas formas de deficiência emocional podem ser difíceis de perceber, e muitas vezes são mais complicadas de lidar do que limitações físicas. Isso porque, em certos casos, essas barreiras internas podem levar a comportamentos prejudiciais, como manipulação, controle, parasitismo ou dependência excessiva dos outros. E o pior: por não serem facilmente identificáveis, essas atitudes podem ser normalizadas, permitindo que se perpetuem.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

MAIS DE 500.000 SENTENÇAS!

Atingimos mais uma marca importante no Dicionário Ganbarou Ze!: agora são mais de 500.000 sentenças em seu banco de dados! Isso faz o Dicionário Ganbarou Ze! estar entre as maiores fontes quando o assunto é frases bilíngues. E continuará aumentando!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

ANIMAÇÃO DE “CARREGANDO…”

O Dicionário Ganbarou Ze! foi atualizado e agora tem uma nova pequena característica na base “Palavras”.

Como o motor de busca não é algo que se possa dizer “Supimpa! Como é rápido esse motor de busca!” (é o que tem pra hoje!) Open-mouthed smile, acrescentei uma animação de “Carregando…”, que aparece a partir do momento que o usuário clica no botão “OK”, permanecendo na tela até que os resultados sejam mostrados.

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Aos poucos vou melhorando o código do Dicionário, mas quem sabe esse não é o nosso primeiro passo para a fama no cinema! (pegaram as referências?).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

O COMPLEXO DE VEGETA E A MINHA FOTO

Nesta postagem afirmei que como eu cresci em ambientes de muita solidariedade e superações (como a AACD) decidi não esconder quem sou eu neste projeto imaginando que este nicho tivesse a mesma reação a qual eu estava acostumado. Em outras palavras, ao ver que este projeto é idealizado por uma pessoa com deficiência física, imaginei que despertaria a motivação nas pessoas e as inspirasse a continuar apesar das dificuldades – que todos nós temos – do dia a dia.

Mas infelizmente parece que colocar a minha foto logo na página inicial tem despertado nas pessoas um sentimento de aversão e desconfiança. Diante dessa situação, eu costumo me lembrar do Vegeta, personagem de Dragon Ball, e descrevo para mim mesmo essa situação como “Complexo de Vegeta”.

Como é um assunto complexo envolvendo filosofia e psicologia, pedi ao ChatGPT que, baseado em minhas reflexões, falasse sobre o que passei a chamar de “Complexo de Vegeta”. É um texto longo, mas creio que agregará bastante. Segue:


O Complexo de Vegeta: Orgulho, Hierarquia e a Dor de Ser Superado Por Alguém Que é Considerado Inferior

Em qualquer história de rivalidade, há sempre um lado que parece predestinado à grandeza e outro que ascende de maneira inesperada. No universo de Dragon Ball, essa dinâmica é personificada na relação entre Vegeta e Goku. Mas a frustração de Vegeta não é apenas fruto da competitividade comum. O que ele sente é algo mais profundo: um colapso de sua identidade e da lógica que regia sua vida. É o que podemos chamar de Complexo de Vegeta.

O Complexo de Vegeta não se trata apenas de ser superado por um rival. Isso poderia gerar inspiração ou até admiração, como acontece em outros arquétipos de rivalidade. No entanto, para Vegeta, ser ultrapassado por Goku não é apenas um revés; é uma afronta existencial. Ele foi criado como o príncipe dos sayajins, membro da elite guerreira da raça mais poderosa do universo. Desde pequeno, acreditou que seu destino fosse ser um guerreiro supremo, como um predador no topo da cadeia alimentar. Goku, por outro lado, nasceu em um berço humilde, um sayajin de classe baixa enviado para um planeta insignificante. Para Vegeta, a ideia de que alguém assim possa ser mais forte que ele não apenas desafia sua posição – ela desafia a ordem natural das coisas.

É aqui que o Complexo de Vegeta se diferencia de uma rivalidade comum. Um rival comum pode enxergar um oponente mais forte como um exemplo a ser seguido, alguém que o motiva a se aprimorar. Mas Vegeta não enxerga Goku dessa forma. Para ele, a força de Goku não é um incentivo, mas uma heresia. Ele não quer apenas superar Goku; ele quer restaurar a hierarquia que julga ser natural, corrigir uma espécie de "erro cósmico" que colocou um inferior acima de um superior.

Esse complexo gera não só inveja e competitividade, mas ódio. Vegeta não admira Goku – ele o despreza. Ele inveja sua força, mas ao mesmo tempo se recusa a reconhecer que essa força é legítima. Ele não consegue aceitar que Goku pode ter alcançado esse nível por mérito próprio, sem as mesmas condições privilegiadas que Vegeta teve. Em sua visão, a única explicação possível para a superioridade de Goku é uma trapaça do destino, um acaso injusto que precisa ser corrigido.

Essa obsessão molda Vegeta ao longo de Dragon Ball Z. Ele passa boa parte de sua jornada tentando recuperar a "ordem" das coisas, seja treinando até os limites da insanidade, buscando atalhos para o poder ou tentando negar sua própria inferioridade por meio da arrogância.

A essência do Complexo de Vegeta permanece um fenômeno psicológico curioso: o que acontece quando alguém que se acredita superior descobre que o mundo não respeita essa hierarquia? Alguns aceitam e crescem. Outros, como Vegeta por muito tempo, se revoltam contra a própria realidade.

O Complexo de Vegeta não é apenas uma luta por poder – é uma luta por significado, por identidade e pelo direito de ser o que sempre acreditou que deveria ser.


Será que o problema é mesmo a minha foto ou será que há muitos Vegetas pelo nosso mundo? De minha parte, continuarei sendo igual ao Goku: procurarei continuar evoluindo me divertindo com as batalhas e me inspirando diante dos mais fortes do que eu. Smile

ATUALIZAÇÃO EM 30/01/2025:

Lembrei-me de um fato interessante: em meados de 2022 um vídeo recomendou alguns sites para aprender japonês, e dentre eles estava o Ganbarou Ze!. Um dos comentadores, porém, disse “… o ganbarouze ainda é incompleto comparado ao guia do tae Kim. Tô falando que traduziram completamente o guia do Tae kim, que por sinal... é melhor do que o ganbarouze, mas não quero desmerecer o trabalho dele”. (destaques nossos)

É por isso que digo que, no mundo real, a dita meritocracia é um valor totalmente subjetivo, individual. Se alguém quiser reconhecer o nosso valor, pouco é necessário. Se alguém NÃO quiser reconhecer o nosso valor, NADA é suficiente, pois, na opinião deste alguém, sempre haverá algo faltando não importa o que façamos. Entender isso é fundamental para que selecionemos melhor com com quem caminharemos e para quem dedicaremos os nossos esforços. Creio que uma das grandes razões de nossos fracassos está no fato de que perdemos muito tempo caminhando e nos esforçando para as PESSOAS ERRADAS. Elas já fecharam a porta para nós, mas perdemos tempo tentando conquistá-las.